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16 de nov. de 2012

Como ocorrem os vulcões?


Existem dois tipos básicos: o explosivo e o não explosivo. O primeiro aparece em pontos onde se chocam as placas tectônicas (os grandes blocos que formam a crosta terrestre) - seu melhor exemplo está nos vulcões que desenham o chamado Cinturão de Fogo, em torno do oceano Pacífico. Esse tipo se caracteriza também pela lava quase sólida, além de expelir poeira e uma mistura de gases e vapor d’água. A lava desse vulcão vem das profundezas da Terra, onde a temperatura elevada derrete a rocha da crosta oceânica e faz com que ela se misture à água do mar. "A presença da água é que faz esse vulcão ser tão explosivo. Conforme a lava sobe, o vapor d’água é liberado da rocha e esbarra numa tampa formada pelo material endurecido da explosão anterior, aumentando a pressão até explodir. Ele pode ser comparado a uma garrafa de bebida gasosa", afirma Caetano Juliani, geólogo da Universidade de São Paulo (USP).

Vulcões não explosivos, como os do Havaí, ficam bem no meio de uma placa tectônica, longe do choque entre elas. Esse tipo surge quando ocorre alguma fissura na crosta terrestre por onde a lava pode escorrer.

Essa lava é mais líquida e incandescente. "É como se o vulcão estivesse localizado embaixo de um maçarico, que faz o material do manto derreter, o magma subir e atravessar a crosta", diz Caetano. Há ainda um outro tipo de vulcão não explosivo, que pode aparecer no fundo do mar, a grandes profundidades. Os vulcões têm reservado surpresas desagradáveis para os seres humanos. Talvez o episódio mais famoso seja o da cidade de Pompéia, na Itália. Ela foi varrida do mapa pelo Vesúvio e seus 2000 habitantes morreram sepultados por uma camada de 8 metros de cinzas no ano 79. As piores catástrofes, porém, são mais recentes. Em 1815, na Indonésia, o Tambora tirou a vida de 92000 vítimas. Em 1985, na Colômbia, o Nevado Del Ruiz matou 23000 pessoas. Embora não possua vulcões hoje, o Brasil já teve suas montanhas de fogo. Nosso vulcão mais antigo já descoberto soltava lava na Amazônia há 1,9 milhão de anos.

Bem antes disso, há cerca de 150 milhões de anos, havia na América do Sul uma grande fissura que ia do estado do Mato Grosso até a Argentina - na região em que hoje corre o rio Paraná. Dessa enorme rachadura, escorreu uma quantidade de lava que se acumulou da cidade de Santos, SP, até a cordilheira dos Andes, na maior atividade vulcânica do planeta na época. Nesse período, a África e a América do Sul estavam se separando e, se a fissura crescesse, uma parte do território sul-americano teria ido parar do outro lado do oceano Atlântico.

Fenômeno dupla face
Existem dois tipos de vulcão: explosivos e não explosivos
A - Até debaixo d’água

Os vulcões não explosivos que existem no fundo dos oceanos, apesar de pouco conhecidos, são muito comuns. Eles surgem por causa do movimento das placas tectônicas, que abre enormes fissuras na crosta terrestre

B - Montanhas de lava

As fissuras abrem caminho para o avanço da lava, formada por rochas derretidas pelas altas temperaturas do interior do planeta. Conforme as placas se movem, com velocidade de até 10 centímetros por ano, essa lava expelida se solidifica e forma enormes cadeias de vulcões, cerca de 2,5 quilômetros abaixo da superfície do mar

Perigo à beira-mar
Incidência de vulcões concentra-se no pacífico
Existem cerca de 1500 vulcões ativos (os triângulos vermelhos do mapa). A maioria deles se formou no encontro entre as placas tectônicas (assinaladas pelas linhas azuis) - principalmente as que circundam o oceano Pacífico. Por isso, a região é chamada de Cinturão de Fogo. Só a Indonésia tem 127 vulcões em atividade



1 - Trombada subterrânea

O processo de formação de um vulcão explosivo começa quando uma placa tectônica oceânica entra em choque com outra placa e é forçada a mergulhar em direção ao interior da Terra

2 - Temperatura máxima

Conforme a profundidade aumenta, a temperatura sobe (devido ao calor interno do planeta) até a rocha derreter. A rocha derretida vai se misturar com água e formar bolhas embaixo da terra

3 - Passagem forçada

Se as tais bolhas forem grandes o suficiente, podem forçar a passagem para cima através da crosta terrestre. Conforme elas sobem, vão se resfriando e liberando vapor d’água e outros gases que estavam presos na rocha

4 - Panela de pressão

Como o vulcão fica tampado pelo acúmulo de lava solidificada de explosões anteriores, os gases vão se acumulando. Quando a pressão se torna forte o suficiente, a tampa do vulcão rompe e ele explode

5 - Restos da explosão

Esse tipo de vulcão lança, em vez de lava líquida, detritos de rocha quente e poeira. É o acúmulo desse material que, aos poucos, vai formando a montanha do vulcão e sua cratera.

Por que desaparecem aviões e navios no Triângulo das Bermudas?


Mais de 100 navios e aviões desapareceram, desde o final da Segunda Guerra, entre o arquipélago das Bermudas, o estado da Flórida, nos Estados Unidos, e a cidade de San Juan, em Porto Rico. Os limites dessa região formam um triângulo imaginário sobre as águas do mar do Caribe que há séculos desperta temores. Ainda assim, a fama do Triângulo das Bermudas como cenário de fenômenos inexplicáveis cresceu mesmo a partir de dezembro de 1945, quando cinco aviões da Marinha americana sumiram sem deixar vestígios.

As especulações sobre o incidente e a lembrança de casos semelhantes deixaram muita gente curiosa e logo a mídia passou a explorar o assunto em livros, filmes e programas de TV. Publicado em 1974, o livro O Triângulo das Bermudas, do escritor americano Charles Berlitz, vendeu 20 milhões de exemplares levantando hipóteses como a de que naves alienígenas teriam seqüestrado as embarcações desaparecidas no local.

Como o interesse popular crescia, os cientistas começaram a levar o assunto a sério, buscando uma resposta plausível. Uma das teorias que hoje tem certo crédito no meio científico culpa o gás metano, presente no subsolo oceânico do Triângulo, pelos mistérios. "A liberação do metano reduz a capacidade de flutuação de um navio e pode afundá-lo", diz o físico Bruce Denardo, da Escola de Pós-Graduação Naval de Monterey, nos Estados Unidos. Além do risco de naufrágio, o gás também provocaria explosões ao atingir a atmosfera. "Por ser uma forma bruta do gás de cozinha, o metano pode entrar em combustão com a faísca de um motor de barco ou avião", afirma o geólogo Carlos José Archanjo, da Universidade de São Paulo (USP).

Essa teoria, porém, está longe de ser uma unanimidade. Para vários especialistas há muito exagero em torno do assunto. Fenômenos bem mais comuns, como tempestades, explicariam boa parte dos naufrágios e muitos podem ter ocorrido longe da área. Em 1975, no livro The Bermuda Triangle Mystery - Solved ("O Mistério do Triângulo das Bermudas - Solucionado", inédito no Brasil), o ex-piloto americano Larry Kusche mostra o trabalho de meses de investigações sobre vários incidentes e conclui que os aviões desaparecidos em 1945 caíram no mar por causa da simples falta de combustível.

De qualquer forma, as histórias sobre o Triângulo ainda impressionam. A catarinense Heloisa Schurmann, matriarca da família que deu a volta ao mundo em um barco entre 1984 e 1994, navegou pela região com o marido Vilfredo em 1978.

E não tem boas lembranças: "Quando entramos no arquipélago das Bahamas, uma forte tempestade se aproximou. De repente, vimos um redemoinho de água vindo em nossa direção. Imediatamente mudamos de rumo e fugimos daquele lugar."

Gás suspeito
Alguns cientistas supõem que o metano pode explicar o mistério
1. No subsolo oceânico do Triângulo, há metano estocado como hidrato gasoso, em estruturas como cristais de gelo. O movimento das placas tectônicas muda a pressão e a temperatura das profundezas, transformando esse hidrato em gás

2. O gás de metano sobe para a superfície em forma de bolhas e reduz a densidade da água, fazendo com que os barcos percam sustentação e afundem

3. As bolhas também podem liberar o gás na atmosfera e a faísca do motor de um avião que passe pelo local nesse momento seria suficiente para provocar uma explosão

Um mistério de séculos
Região do Caribe é cenário de fatos estranhos desde antes da era cristã
500 a.C. - Pesadelo fenício

Os fenícios - civilização de exímios navegadores que surgiu onde hoje fica a Síria - temiam monstros que se moviam num oceano de algas. Hoje, há especialistas que vêem nisso uma indicação de que eles teriam chegado ao mar de Sargaços, área infestada de algas que se estende sobre o Triângulo

Século XV - Os sustos de colombo

O navegador Cristóvão Colombo também temia essa parte do mar do Caribe. Em seu diário de bordo, ele menciona estranhos acontecimentos no local, como o mau funcionamento de sua bússola e a presença de luzes emergindo do oceano

Século XVIII - Primeiro naufrágio

Em 1790, o barco do espanhol Juan de Bermudez afundou na região, mas ele conseguiu chegar a uma ilha que chamaria de Bermudas, por causa de seu sobrenome. O navegador não só esteve num dos primeiros naufrágios registrados no Triângulo como ainda batizou o arquipélago

1945 - O caso mais polêmico

Cinco bombardeiros Torpedo, da Marinha americana, decolam de Fort Lauderdale, na Flórida, e desaparecem com 14 tripulantes a bordo. O incidente do chamado Vôo 19 (seu número de controle no tráfego aéreo) tornam a região mundialmente famosa como local de sumiços misteriosos

1951 - Gigante desaparecido

Um avião-cargueiro C-124, da Força Aérea americana, deixa de ser registrado por radares ao sobrevoar o Triângulo. Considerado um dos maiores aviões de carga do mundo, ele levava 52 tripulantes

1963 - Rotina de sumiços

O navio-cargueiro Marine Sulphur Queen, de 425 pés (129,45 metros), desaparece com 39 homens a bordo. Nenhum sinal de socorro foi emitido e o navio jamais foi encontrado

1972 - O últimO caso

O desaparecimento do cargueiro alemão Anita, de 20 mil toneladas e com 32 ocupantes, foi o último acontecimento misterioso do Triângulo a ter grande repercussão em todo o mundo

'' Os Simpsons '' À História.


Era a noite de 17 dezembro de 1989. Na TV americana, a recém-criada rede Fox estreava seu primeiro desenho animado em horário nobre. Parecia um desenho comum: uma família engraçadinha - mãe, pai e três filhos - se metia em encrencas nos preparativos para a noite de Natal. Até o nome da série soava como repetição de Os Flintstones ou de Os Jetsons... Mas o cheiro de passado sumiu logo nos primeiros minutos. Estava na cara amarela, nos olhos esbugalhados e nas mãos de quatro dedos que aquele desenho era diferente: quando Marge promete levar os pedidos de presente dos filhos ao Papai Noel, Bart diz que "só tem um gordo que nos traz presentes, e o nome dele não é Noel". Homer, o gordo em questão, rouba a árvore de Natal da família do meio de uma floresta. Para descolar uns trocos, o paizão imita o bom velhinho num shopping e deixa o filho emocionado: "Você deve mesmo nos amar para descer tão baixo!" O humor politicamente incorreto segue por meia hora, mas nem tudo é riso: há suspense, emoção e até um final feliz (é Natal, né, gente?) - mas sem lição de moral. Não era um desenho comum. Era a estréia de Os Simpsons, o desenho mais importante de todos os tempos.

Quinze anos e mais de 300 episódios depois, a série animada mais duradoura da história já faturou 18 prêmios Emmy, o mais concorrido da televisão americana, e foi aclamado como o melhor programa de TV no século 20, segundo a revista americana Time, em 1999. Transmitido em mais de 70 países, o desenho é só o produto mais visível de um arsenal multimídia de livros, DVDs, CDs e games que sustentam a simpsonmania no mundo (no quadro Mergulhe Nessa, a gente indica tudo que um fã dos Simpsons não pode deixar de ter). Só falta o tão esperado longa-metragem, um sonho antigo dos produtores e do público que ainda não tem data para começar a ser produzido.

Rabisco tosco

O mais incrível é que esse império animado nasceu com um pedaço de papel rabiscado em apenas 15 minutos. Em 1985, o produtor de TV James L. Brooks pediu ao cartunista Matt Groening que criasse uma família maluca e engraçada para a TV. Na sala de espera, enquanto aguardava pela conversa, Groening rascunhou Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie e mostrou o desenho a Brooks. Ele curtiu: dois anos depois, em 1987, os Simpsons estreavam em vinhetas de três minutos num programa humorístico da Fox, o Tracey Ullman Show. No começo, o traço era tosco e tinha acabamento precário. Mas quando Homer e companhia ganharam sua própria série, em 1989, os personagens já tinham visual mais refinado e personalidades mais definidas. A série foi se sofisticando: hoje, para animar um único episódio de Os Simpsons, é preciso produzir 24 mil desenhos e gastar até oito meses de trabalho, a um custo de 1 milhão de dólares.

Muito tudo

É muita grana, mas essa não é a razão principal dos 15 anos de sucesso. A simpsonmania nasceu, cresceu e se multiplicou graças a outros ingredientes poderosos:

Tramas criativas, muito criativas

Os enredos mais inspirados encadeiam várias histórias e conseguem fazer a gente rir, chorar e chorar de rir num único episódio.

Personagens legais, muito legais

Homer, Marge, Bart, Maggie e Lisa são complexos, carismáticos, divertidos - quase humanos. Sem contar a profusão de coadjuvantes e participações especiais que sempre arrancam uma risada ou uma reflexão a mais.

Ousadia, muita ousadia

O humor corrosivo da série não perdoa ninguém. Sobra para as celebridades, os políticos, a própria rede Fox, o capitalismo e até para Deus!

Nas próximas páginas, recordamos os grandes momentos do desenho e esmiuçamos os segredos da família mais amada do planeta. Uma família amorosa como muitas, problemática como várias, engraçada como poucas e revolucionária como nenhuma outra.

Primórdios

Rabiscados pelo próprio cartunista Matt Groening, os Simpsons tinham um traço mais rústico nas seqüências de desenhos curtos que foram ao ar entre 1987 e 1989

Mergulhe nessa
Itens básicos de um simpsonmaníaco
TV POR ASSINATURA

A Fox exibe os melhores momentos da série em diversos horários. Os episódios inéditos da 15ª temporada rolam aos domingos, 20h30

TV ABERTA

A Globo passa a 14ª temporada aos sábados, 11h30

DVD

No Brasil, a Fox lançou caixas com as quatro primeiras temporadas e especiais temáticos como Rock e Natal. A quinta temporada chega entre março e maio de 2005

LIVRO

O melhor é a versão atualizada do guia completo de episódios, lançado só nos Estados Unidos e disponível em livrarias virtuais:

The Simpsons — A Complete Guide To Our Favorite Family, de Matt Groening e Ray Richmond, Harper Perennial, 2003

SITES

Três bons sites em português...

www.thesimpsons.com.br (Portal Simpsons)

www.the-simpsons.hpg.ig.com.br (Lapidários)

www.5simpsons.hpg.ig.com.br (5 Simpsons)

... o site oficial (em inglês):

www.thesimpsons.com

.... e o melhor site sobre a série (em inglês):

www.snpp.com (The Simpsons Archive)

QUADRINHOS

Os Simpsons, Editora Abril








MARGE

IDADE: 34 anos

CABELO: Azul nº 56

REVISTA PREFERIDA: Sponge and Vaccum ("Esponja e Aspirador")

FICHA MÉDICA: perda de cabelo por estresse.

FUNDO DO POÇO: já foi viciada em jogos de azar.

TOPO DO MUNDO: faz deliciosos petiscos de marshmallow e dorme sem roupa de vez em quando.


HOMER


IDADE: 36 anos

PESO: entre 108 e 136 kg

BEBIDA PREFERIDA: cerveja Duff.

FICHA MÉDICA: tripla ponte de safena, remoção de rim.

FUNDO DO POÇO: encheu a cara e casou-se com uma vagabunda em Las Vegas.

TOPO DO MUNDO: numa reunião do colegial, faturou vários troféus da turma, incluindo as categorias "maior ganho de peso", "maior perda de cabelo", "maior incremento de odor"


MAGGIE


IDADE: 1 ano

GUARDA-ROUPA: camisolinha azul

BRINQUEDO PREFERIDO: chupeta

FICHA MÉDICA: problemas de equilíbrio e dificuldades de fala.

FUNDO DO POÇO: de vez em quando, bebe água do prato do cachorro

TOPO DO MUNDO: salvou Homer de um afogamento e atirou "por acidente" no sr. Burns quando ele tentou roubar seu pirulito.



LISA

IDADE: 8 anos

MAQUIAGEM: nenhuma

BONECA PREFERIDA: Malibu Stacey

FICHA MÉDICA: carrega o fardo psicológico de ser o pilar moral da família.

FUNDO DO POÇO: apaixonou-se por Nelson Muntz, o valentão da escola.

TOPO DO MUNDO: em um episódio no futuro, aparece como presidente dos Estados Unidos.



BART

IDADE: 10 anos

PENTEADO: 9 fios de cabelo espetados (pode contar!)

APRESENTADOR PREFERIDO: Krusty, o palhaço.

FICHA MÉDICA: hematomas e ossos quebrados em manobras de skate; contraiu uma doença. contagiosa e viveu brevemente numa bolha

FUNDO DO POÇO: vendeu a alma por 5 dólares.

TOPO DO MUNDO: salvou o programa de Krusty, pôs Krusty na cadeia, tirou Krusty da cadeia, liderou uma rebelião no acampamento Krusty.




10 vezes riso...

Um super-ranking com os episódios mais memoráveis das 15 temporadas
Nossa missão: escolher o melhor de Os Simpsons entre os 335 desenhos já exibidos - e mais dois especiais que a Fox não inclui na conta oficial. Jogo duro. "Existem pelo menos 50 episódios muuuuuuito bons", afirma o simpsonmaníaco Edgar Lopes, que comanda o site Portal Simpsons. Para resolver a parada, convocamos o Edgar e outros fãs de carteirinha para montar um Top 10 da série. Na nossa lista, sete episódios foram exibidos nos Estados Unidos até 1997 - de fato, as oito primeiras temporadas são consideradas os "anos dourados" da família amarela, concentrando os melhores roteiros e as idéias mais originais. Confira ao lado dez capítulos recheados de gargalhadas - e veja no site de Mundo Estranho outros três em que só dá para esboçar um riso amarelo. Ninguém é perfeito...

10. O FEITIÇO DE LISA (13ª temporada)

O EPISÓDIO: É a polêmica viagem dos Simpsons ao Brasil. No desenho, a cidade maravilhosa aparece infestada de ratos e macacos, os Simpsons são roubados e Homer é seqüestrado num táxi clandestino

POR QUE É GENIAL: Pelas provocações que enfureceram as autoridades brasileiras — o secretário de turismo do Rio de Janeiro cogitou processar a Fox, mas mudou de idéia depois que a produção do programa pediu desculpas pelo episódio

MOMENTO INESQUECÍVEL: Um retrato da função "educativa" da TV brasileira. Uma apresentadora infantil se esfrega nas letras do alfabeto e gira dois cordões presos nos seios para demonstrar os sentidos horário e anti-horário

9. A CASA DA ÁRVORE DOS HORRORES 9 (10ª temporada)

O EPISÓDIO: Como de costume, o especial anual de halloween dos Simpsons conta três histórias piradas e sem continuidade com o resto da série. Na mais maluca, uma bomba: Maggie é filha de Kang, um alienígena babão que a quer de volta!

POR QUE É GENIAL: Pelo enredo surreal. Dá para imaginar Marge traindo Homer? Ou Maggie com tentáculos e um dentinho pontudo? Fala sério! Sem contar que, no final, a família e o alien armam um barraco pela guarda do bebê no programa de Jerry Springer, uma espécie de Ratinho americano

MOMENTO INESQUECÍVEL: Homer reclamando com Marge: "Sua vagabunda intergalática! Ele foi melhor do que eu?"

8. FIM DE SEMANA COM BURNS (13ª temporada)

O EPISÓDIO: Atormentado por um problema nos olhos, Homer embarca num tratamento alternativo e começa a fumar maconha para amenizar a dor

POR QUE É GENIAL: Pela coragem de tratar com humor um tema tão delicado. Além de viagens psicodélicas ao som de clássicos do rock como "Smoke On the Water", do Deep Purple, a erva faz maravilhas por sua carreira: chapado, o gorducho ri de todas as piadas sem graça do sr. Burns e é promovido a vice-presidente da usina

MOMENTO INESQUECÍVEL: Homer esquece o sr. Burns dentro de uma banheira com água e o magnata se afoga: "Meu Deus, matamos o sr. Burns! O sr. Burns vai ficar furioso!"

7. HOMER E APU (5ª temporada)

O EPISÓDIO: Quando o indiano Apu perde seu emprego no Mercado Rápido, Homer decide ajudá-lo: os dois embarcam para a Índia atrás do presidente da loja

POR QUE É GENIAL: A busca épica pelo tal presidente — um guru que se entope de refri e vive recluso no alto das montanhas asiáticas — tem diálogos inacreditáveis

MOMENTO INESQUECÍVEL: No cara-a-cara com o presidente, Homer estraga tudo: "Aproximem-se, meus filhos", diz o guru. "Vocês podem fazer três perguntas". "Você é realmente o dono dos Mercados Rápidos?", indaga o gorducho. "Sim." "É mesmo?" "Sim." "Você?" "Sim. Espero que isso os tenha iluminado", conclui o todo-poderoso, acabando com as chances de Apu ser recontratado

6. MOE FLAMEJANTE (3ª temporada)

O EPISÓDIO: Falido, o taberneiro Moe não tem grana para comprar cerveja para o seu bar. Sedento por álcool, Homer mistura várias bebidas com um ingrediente secreto e cria um drinque explosivo: o Homer flamejante. Moe rouba a receita e transforma seu bar na balada mais bombada de Springfield

POR QUE É GENIAL: Pela trilha sonora matadora. O ponto alto é o show do Aerosmith, a primeira banda de rock a aparecer no desenho. Eles só concordaram em dar uma canja depois de lerem o roteiro e saberem que iriam tocar no bar do Moe

MOMENTO INESQUECÍVEL: Moe justifica o troféu de personagem mais egoísta da série: "Homer pode ter bolado a receita da bebida, mas fui eu que tive a idéia de cobrar 6,95 por ela"

5. E COM MAGGIE JÁ SÃO TRÊS (6ª temporada)

O EPISÓDIO: Lisa percebe que a família não tem fotos de Maggie. É o gancho para um flashback sobre o nascimento do bebê: na época, Homer se demite da usina, mas precisa do emprego de volta para sustentar a terceira filha. Como punição, ele recebe uma placa "desmotivacional" em sua sala: Don’t forget: you are here forever ("Não se esqueça: você está aqui para sempre")

POR QUE É GENIAL: Pelo final criativo e sensível, com Homer em seu lado paizão

MOMENTO INESQUECÍVEL: Homer explica que as fotos de Maggie estão no lugar em que ele mais precisa: na usina, onde as imagens da bebê cobrem algumas letras da placa, deixando só a mensagem do it for her ("faça isso por ela")

4. O CASAMENTO DE LISA (6ª temporada)

O EPISÓDIO: Lisa visita uma vidente e fica sabendo como será seu futuro. O desenho mostra os Simpsons no ano 2010

POR QUE É GENIAL: Porque a família enfim envelheceu. Bart tem 25 anos e já se divorciou duas vezes. Maggie vira uma teen que não sai do telefone e Homer ainda trabalha na usina, chefiado pelo ex-pirralho nerd Milhouse. Lisa, a estrela do episódio, vai se casar com o bonitão inglês Hugh Parkfield, mas desiste quando ele ofende sua família

MOMENTO INESQUECÍVEL: A pista sutil sobre a primeira vez de Lisa numa conversa franca com Marge: "Mãe, eu me sinto estranha usando branco. Você sabe... o Milhouse", diz a noiva. "Ah, o Milhouse não conta", despista Marge, e as duas dão uma risadinha

3. ARQUIVOS S (8ª temporada)

O EPISÓDIO: Homer faz contato com uma criatura careca, fluorescente e de olhos esbugalhados. Seria um ET? Nada disso: o cabeçudo era o sr. Burns, que havia ficado fluorescente por causa de um tratamento para enganar a morte por mais uma semana

POR QUE É GENIAL: Pelas sátiras a filmes de aliens, como Arquivo X. Os agentes Mulder e Scully chegam a Springfield para resolver o mistério, mas Homer e Bart põem os dois no chinelo e matam a charada

MOMENTO INESQUECÍVEL: Homer sendo interrogado pelo FBI. Ele é conectado a um detector de mentiras enquanto Scully explica o teste: "Vamos fazer perguntas e você responde ‘sim’ ou ‘não’. Você entendeu?", indaga a agente."Sim!", ele responde, e o detector de mentiras explode!

2. BART, O DESTEMIDO (2ª temporada)

O EPISÓDIO: Incentivado por um dublê, Bart resolve saltar de skate sobre a garganta de Springfield. Homer toma o brinquedo do filho, mas perde o controle do skate e escorrega em direção ao abismo

POR QUE É GENIAL: Tem a mistura de ação, emoção e humor que consagrou a série. E é o episódio preferido do criador Matt Groening

MOMENTO INESQUECÍVEL: Homer voa sobre a garganta de Springfield gritando "Eu sou o rei do mundo!", mas perde altura e cai, batendo a cabeça na encosta até chegar ao chão. Resgatado por um helicóptero (de novo, batendo a cabeça no penhasco), ele é posto numa ambulância, mas o carro arregaça uma árvore e o pobre Homer volta a cair no abismo — pela terceira vez, batendo a cabeça nas pedras...

1. HOMER ASTRONAUTA (5ª temporada)

O EPISÓDIO: A Nasa recruta os manguaceiros Homer e Barney para lutar pelo posto de astronauta. Barney vence, mas é eliminado por ficar bêbado com champanhe não alcoólico. A vaga cai no colo de Homer e ele vai para o espaço

POR QUE É GENIAL: Porque mostra o gorducho no esplendor de sua estupidez. Bart escreve na nuca do pai "insira um cérebro aqui" e ele fica girando loucamente para ver a mensagem. No espaço, uma das seqüências mais clássicas da série: Homer devora um saco de batatas fritas ao som de "Danúbio Azul", numa paródia a 2001 — Uma Odisséia no Espaço, colocando em risco toda a missão

MOMENTO INESQUECÍVEL: Homer admirando maravilhado as belezas do cosmo: "É a vista mais impressionante que eu já vi. Fonte da vida, mãe de todos nós... Ei, rapazes, vejam o que eu trouxe escondido!", diz ele, prestes a abrir o saco de batatas fritas





De olho em Springfield

Descobrimos dez segredos da cidade mais pirada da TV
Matt Groening, o cartunista criador da série, escreveu na introdução do Complete Guide, o Guia Completo de Episódios: "Os Simpsons é um desenho que recompensa a quem presta atenção". Ele está coberto de razão: em cada capítulo, dá para esmiuçar dezenas de piadas escondidas, referências a filmes e personagens históricos, mensagens cifradas e maluquices que só dá para perceber congelando a imagem e avançando a seqüência bem devagar. Nestas páginas, a gente reúne o supra-sumo das "curiosidades simpsônicas", com dez segredos escondidos na série e outros cinco enigmas sobre a produção do desenho. E olha que essa superlista é só uma amostra das minúcias do desenho. Se Deus está no detalhes - como diz a repetida máxima do arquiteto alemão Ludwig Mies van der Rohe -, Os Simpsons é a série de TV mais próxima da criação divina.

1. Afinal, onde fica Springfield?

Nos Estados Unidos, dãããããã... Mas, sério, é só isso que dá para dizer com certeza. Em qual estado fica o lar dos Simpsons, ninguém sabe. E essa confusão é proposital: o cartunista Matt Groening batizou a cidade de Springfield porque esse é um dos nomes mais comuns de cidades nos Estados Unidos — ao todo, há 121 Springfield no país. No começo do ano, a revista inglesa Maxim entrevistou Marge e bem que tentou arrancar o segredo, mas não conseguiu. "Eu sei o estado onde vivemos. Mas essa eu guardo para a entrevista do 60 Minutes", despistou ela, referindo-se a um popular programa jornalístico americano.

2. Quanto custa Maggie na abertura do programa?

Você se lembra? Na abertura de cada episódio, Maggie some no supermercado e só reaparece no caixa, dentro de um saco de compras. Nessa hora, a registradora marca 847,63 dólares — só dá para perceber se você passar a introdução bem devagar, avançando quadro a quadro.

3. Quantos empregos Homer já teve?

Segundo o site Portal Simpsons, o gorducho já tentou a sorte em 46 profissões. A oficial é inspetor de segurança da usina nuclear de Springfield, mas Homer já foi alpinista, escritor de biscoito da sorte, mordomo, vendedor de tônico do amor, contrabandista de banha... Para nós, o emprego mais engraçado é o de boxeador: nesse episódio, Homer desafia Drederick Tatum, o campeão mundial dos pesos pesados, entrando no ringue ao som de "Why Can’t We Be Friends?" ("Por que Não Podemos Ser Amigos?"), do grupo War. O brutamontes não se sensibiliza e começa a surra, mas o taberneiro Moe salva o amigo rechonchudo do massacre total.

4. Os Simpsons têm nome do meio?

Três deles têm. Bart se chama Bart Jo-Jo Simpson e Lisa é Lisa Marie Simpson — provavelmente, uma homenagem dos criadores à filha de Elvis Presley, que também se chama Lisa Marie. O grande mistério, porém, era saber o significado do "J" em Homer J. Simpson. O enigma foi desfeito na sétima temporada, quando Homer reencontrou sua mãe. Em um mural que ela pintou, Homer descobre que o "J" é uma abreviação de "Jay" — "jota", em inglês!

5. Quem é Patty e quem é Selma?

Que as barangas irmãs de Marge são gêmeas e adoram assistir MacGyver você já sabe, né? A diferença é que Patty usa um colar com pedras redondas, não reparte o cabelo e tem brincos em forma de triângulo. Já Selma divide a juba no meio, tem um colar com contas ovais e usa brincos redondos ou em forma de "S", dependendo do episódio. Selma se casou três vezes, mas Patty permanece solteirona — aliás, dizem que na 16ª temporada ela vai assumir que é homossexual.

6. Qual a idade do sr. Burns?

Nas temporadas antigas, ele tinha 81 anos. Nas mais recentes, ele tem 104 — a gente fica com essa segunda resposta, que é mais atualizada. No episódio "Bilionário por Um Dia", na 11ª temporada, o homem mais velho de Springfield passa por um check up que revela que ele tem todas as doenças conhecidas pela medicina, incluindo pneumonia, diabete juvenil e gravidez histérica. Só que, como uma anula a outra, ele continua firme e forte — tá bom, nem tão firme nem tão forte, mas pelo menos segue de pé até hoje.

7. Smithers é gay?

Ah, a gente aposta que é. Não há nenhuma referência explícita no desenho, mas o site The Simpsons Archive catalogou 39 trechos em que o secretário particular do sr. Burns entrega a rapadura. Um deles é bem revelador: no desenho "O Ursinho", da quinta temporada, Smithers imagina o aniversário perfeito, com o sr. Burns saindo pelado de um bolo e cantando "feliz aniversário, sr. Smithers", com voz sensual. É uma divertida paródia gay de um episódio real: em 1962, a diva Marilyn Monroe cantou para o então presidente Kennedy durante seu aniversário. Só não saiu sem roupa do bolo...

8. Quantas vezes Homer fala "dã!" em toda a série?

Segundo o fã Scott Vivian (scott@snpp.com), simpsonmaníaco o suficiente para contar esse tipo de coisa, até a 15ª temporada o gorducho já soltou 377 vezes essa exclamação. O clássico "dã!" (ou "d’oh!", no original em inglês), disparado toda vez que algo dá errado, virou mania mundial e ganhou até um verbete de verdade no Dicionário Oxford, um dos mais conceituados da língua inglesa.

9. Quantos personagens já morreram?

Contando participações especiais e animais de estimação, nada menos que 31 personagens já voaram para o céu dos desenhos. A morte mais espetacular foi a de Maude Flanders, esposa do carola Ned, vizinho dos Simpsons, que despencou da arquibancada de um estádio na 11ª temporada. Os produtores decidiram acabar com Maude porque a atriz Maggie Roswell, que fazia a voz da personagem, queria mais dinheiro para continuar a dublagem. Maggie foi para o olho do rua e Maude sumiu das telas.

10. Quais as principais referências ao Brasil?

A maioria aparece quando os Simpsons viajam para cá (veja detalhes sobre esse episódio na página 32). A viagem, você sabe, deu a maior confusão, mas depois os produtores da série continuaram zoando o Brasil. Na 14ª temporada, o palhaço Krusty afirma que o sr. Teeny, seu macaco assistente de palco, tem um tio brasileiro "que foi chefe do escritório de turismo"! E na 15ª temporada Homer que diz gostaria de passar férias de novo por aqui, mas ouviu dizer "que o problema dos macacos piorou". Tem que levar na esportiva...

Por trás das câmeras
Cinco segredos dos bastidores da produção
1. Por que os personagens são amarelos?

O mistério foi explicado por um ex-diretor de Os Simpsons, David Silverman, durante uma entrevista em 1998. Ele revelou que Gyorgi Peluci, o colorizador da série, deixou os Simpsons amarelos porque Bart, Lisa e Maggie não tinham uma linha que separasse o cabelo da testa. Se a cor da pele fosse mais realista, ia ficar parecendo que a testa deles tinha sido serrada. Faz sentido.

2. Por que a voz de Homer mudou?

Porque Waldyr Santana, o dublador original do gorducho no Brasil, brigou com a empresa responsável pela versão brasileira, a VTI, e deixou a série na sétima temporada. Mas na 15ª temporada Os Simpsons passou a ser dublado pela Herbert Richers e Waldyr voltou a encarnar o patriarca da família.

3. De onde vieram os nomes para a familia Simpson?

De parentes do cartunista Matt Groening. Marge é o nome de sua mãe, Homer é o nome de seu pai e de seu filho, Lisa e Maggie são suas sobrinhas. Só não há nenhum Bart na família de verdade, embora Groening diga que o garoto tem muitas características do irmão Mark e dele próprio.

4. Por que vários personagens são canhotos?

Nunca tinha reparado? Pois é: vários deles escrevem com a mão esquerda por obra e arte do criador Matt Groening — ele também é canhoto. Mas a continuidade não é perfeita e alguns personagens passaram a usar também a mão direita nas temporadas mais recentes. É o caso de Homer, Marge, Lisa e Bart.

5. A série vai acabar?

Pelo menos até 2006, não. O contrato dos produtores com a Fox garante mais uma temporada completa de desenhos. Em outubro, Matt Groening afirmou à imprensa britânica que Os Simpsons só vai durar até 2009. Mas, como em 2002 ele já havia ameaçado encerrar a série, ninguém garante que desta vez a ameaça é para valer.









15 de nov. de 2012

Por que o ovo não quebra quando pressionado nas extremidades?

Por causa do seu formato peculiar a força aplicada se distribui igualmente por toda a casca. Assim, ela se dispersa e enfraquece. "As moléculas, nesse caso, são praticamente apertadas umas contra as outras, o que dificulta o rompimento", diz o físico Cláudio Furukawa, da Universidade de São Paulo (USP). O contrário acontece quando o ovo é apertado nas laterais: o desvio de força é mínimo e ela acaba se concentrando nesses pontos, provocando a flexão e, em conseqüência, a ruptura da casca. O processo é parecido com amassar uma lata de refrigerante: é mais fácil fazer isso pressionando pelos lados do que pelas extremidades. Se o ovo fosse redondo, porém, a força necessária para quebrá-lo não dependeria do ponto onde fosse aplicada: seria sempre a mesma. Agora, para quebrá-lo apertando-o com as mãos nas pontas, é preciso bastante músculo. "Ele suporta uma força de até centenas de Newtons, ou seja: o equivalente a algumas dezenas de quilos", afirma Cláudio.

Por que o ímã atrai o ferro?


Nos átomos, os elétrons e o núcleo encontram-se sempre em um movimento de rotação chamado spin. Se eles giram em sentidos diferentes, um movimento compensa o outro e não há magnetismo. É o que acontece na maioria dos materiais. Nos ímãs, porém, ambos giram na mesma direção e é isso que causa um campo magnético intenso. O ferro tem a mesma tendência de os átomos mais próximos uns dos outros girarem no mesmo sentido, criando também minúsculos campos magnéticos. Se ele estiver próximo de um ímã, os movimentos de rotação desses átomos passam a se direcionar no sentido do ímã (devido ao campo magnético deste) - e, dessa forma, o ferro é atraído. O mais curioso é que, se o campo magnético do ímã for bastante intenso, a orientação dos átomos do ferro permanecerá ordenada mesmo depois que o ímã for retirado. Assim, o próprio ferro passa a ter um campo magnético capaz de atrair outros objetos ferrosos.

Normalmente, os campos magnéticos do ferro se ordenam em pequenas regiões.

Quando próximos de um ímã, todos eles se direcionam no mesmo sentido.

Como ocorrem as estrelas cadentes?


Trata-se de um fenômeno luminoso criado pelo atrito e pela vaporização de corpos sólidos vindos do espaço, os chamados meteoróides. Eles penetram na atmosfera a velocidades altíssimas - até 250 000 quilômetros por hora - e logo se desintegram. É esse processo que enxergamos como um rastro luminoso no céu e chamamos de estrela cadente. O fato de esse rastro ser ionizado - ou seja, eletrificado - causa ainda mais brilho.

Os meteoróides são objetos que vagam pelo espaço interplanetário consistindo geralmente de pedaços de cometas ou de asteróides. Os menores têm dimensões da ordem de 0,5 milímetro - massas de cerca de 1 miligrama - semelhantes a um grão de areia. Se for muito menor do que isso, dificilmente ele será visível nas condições normais da nossa atmosfera. Já entre aqueles grandes o suficiente para fazer um risco no céu, os maiores são da ordem de 1 centímetro - com massa de 1 grama. Se for muito maior do que isso, o objeto pode atravessar a atmosfera e cair na superfície da Terra (ou no mar), sendo chamado então de meteorito. Numa noite escura, com o céu bem limpo, é possível observar, com alguma sorte, mais de dez estrelas cadentes por hora, às vezes acompanhadas de explosões semelhantes a um trovão abafado. "Para não se desintegrar e conseguir chegar até a superfície da Terra, o meteorito precisa ser muito grande.

Por isso mesmo, esse fenômeno é muito mais raro ", afirma Walter Junqueira Maciel, do Instituto Astronômico e Geofísico da USP.

Um súbito rastro de luz
Fenômeno ocorre quando rochas que vagam pelo espaço se desintegram na atmosfera terrestre
1. Os meteoróides são rochas de tamanho variado, formadas por estilhaços de asteróides ou cometas.

2. Ao invadirem a atmosfera a velocidades altíssimas, essas rochas se chocam com o ar e se desintegram. Vê-se, então, o risco luminoso no céu conhecido como estrela cadente.

3. Rochas estelares demasiadamente grandes não se desmancham por completo: algumas partes chegam à superfície terrestre. São os chamados meteoritos.

O que aconteceria se uma bomba nuclear caísse em São Paulo?



O primeiro passo para começarmos a especular sobre os efeitos de uma bomba atômica é definir a potência desse "brinquedinho". A Little Boy, que arrasou Hiroshima em 1945, tinha cerca de 15 quilotons, o equivalente a 15 mil toneladas de dinamite. Muito? "As bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki são estalinhos se comparadas às que existem hoje", diz o físico Roberto Vicente, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). Com o surgimento das bombas de hidrogênio, a potência dos artefatos foi multiplicada muitas vezes, chegando próximo dos 50 megatons (50 milhões de toneladas de dinamite). Como modelo, usaremos uma potência de 1 megaton, que é a capacidade da maioria das ogivas que integram o arsenal americano. Apesar de muito mais potente que a bomba lançada no Japão, ela é muito menor (45 quilos contra 4 toneladas da Little Boy) e pode ser lançada acoplada a um míssil balístico, atirado de uma base a centenas de quilômetros do alvo. É muito pouco provável que alguém queira atacar a cidade de São Paulo, mas como existem cerca de 30 mil bombas espalhadas pelo mundo, o risco da catástrofe não pode ser 100% descartado.

Metrópole em chamas
Veja o estrago de uma bomba 70 vezes mais potente que a de Hiroshima atirada sobre a praça da Sé.

NÍVEL 1 - Epicentro

Em Hiroshima, 89% das pessoas que estavam no local da explosão morreram na hora. Na praça da Sé, o epicentro do nosso ataque virtual, dificilmente alguém escaparia com vida. Se a bomba atingisse o solo (a de Hiroshima explodiu a 580 metros de altura e não formou cratera), ela abriria uma cratera de 300 metros de diâmetro e 61 metros de profundidade.

NÍVEL 2 - Raio de 960 m

Nesta área dificilmente algum prédio ficaria de pé - construções históricas como o Teatro Municipal e o Pátio do Colégio desabariam, assim como a atual sede da prefeitura. A bola de fogo, com temperatura semelhante à do Sol, faria com que pessoas e objetos próximos a ela se desmaterializassem, ou seja, simplesmente evaporariam.

NÍVEL 3 - Raio de 3,3 km

A onda de pressão gerada pela explosão derrubaria a maioria dos prédios desta área. A avenida Paulista, onde estão instalados edifícios de hospitais e grandes empresas, viraria um amontoado de destroços. Segundo o IBGE, 414,3 mil pessoas vivem nesta região. A radiação, somada à temperatura altíssima e aos fortes ventos carregados de destroços, mataria cerca de 98% destas pessoas.

NÍVEL 4 - Raio de 6,9 km

Nesta área os ventos ainda teriam velocidade semelhante à do furacão Katrina (cerca de 250 km/h), que varreu o sul dos Estados Unidos em agosto do ano passado. Casas desabariam e os prédios que ficassem em pé certamente sofreriam danos. Este círculo demarca a chamada área letal, dentro da qual o número de sobreviventes é semelhante ao de mortos.

NÍVEL 5 - Raio de 15,28 km

Ventos de cerca de 65 km/h são incapazes de danificar prédios maiores, mas casas podem sofrer avarias. Cerca de um terço das pessoas nesta região poderiam ficar feridas. São Paulo certamente sofreria mais do que cidades acostumadas a ser atingidas por terremotos e furacões, como a própria Hiroshima atualmente, cujos prédios contam com estruturas mais robustas.

Radiação

A radiação lançada pela bomba causa morte celular e mutações. Seu alcance varia de acordo com a direção e a velocidade do vento, além do local da explosão (no chão ou no ar). Para se ter uma idéia, uma simulação realizada pela Federação dos Cientistas Americanos, com ventos de 24 km/h e uma bomba de 1 megaton, indicou que 50% das pessoas localizadas a até cerca de 16 quilômetros morreriam em 96 horas e, cada vez mais perto do epicentro, esse percentual seria maior. "Mesmo que a pessoa não morra nos primeiros seis meses após a exposição, ela pode vir a morrer de câncer resultante da mutação após algumas dezenas de anos", diz a física Emico Okuno, do Instituto de Física da USP.

Por que a água molha?


Pra começo de conversa, a água não molha tudo. "Há coisas muito molháveis, como o papel. Outras menos, como o vidro (ele molha mas não encharca) e algumas que simplesmente não molham, como alguns tipos de plástico", diz o químico Watson Loh, da Unicamp. O que determina a capacidade de a água molhar ou não é a intensidade da sua interação com outras substâncias. Uma característica muito forte da molécula de água é a de formar pólos, como se fossem pequenos ímãs. Quando outras substâncias possuem a mesma característica, elas interagem com a água e molham - é o caso do algodão e do papel. As moléculas do vidro e dos metais também formam pólos de atração, mas nenhum dos dois fica encharcado, porque eles são sólidos lisos e não absorvem a água. Já o plástico, por ser feito de moléculas de carbono e hidrogênio, não tem pólos. A água não tem tanta afinidade com essa substância e prefere ficar na dela.

Não é molhe, não!
Água encharca substâncias que atraem suas moléculas.

SUBSTÂNCIAS NÃO MOLHÁVEIS

Quando a gente coloca uma gota de água sobre um plástico, o líquido forma uma gotinha quase redonda, que escorre facilmente. Além de não ter pólos para interagir com a água, o plástico é bem liso.

SUBSTÂNCIAS MOLHÁVEIS

O algodão e o papel, por exemplo, ficam encharcados com água. Além de possuirem pólos que interagem com a água como se fossem ímãs, eles são compostos de fibras cheias de buracos onde a água pode se depositar.

SUBSTÂNCIAS "MEIO MOLHÁVEIS"

Sabia que nossa pele não tem pólos para interagir com a água? Se isso rolasse, a gente sedissolveria na chuva ou na piscina! Mas, como nossa pele é cheia de microburaquinhos, então um pouco de água se deposita nesses espaços.

Quando um raio cai no mar, até onde vai a eletricidade?


Depende do raio. Estima-se que uma descarga de 50 mil ampères, por exemplo, já seja inofensiva a um banhista a 125 m do ponto de incidência. A intensidade da corrente diminui segundo o inverso do quadrado da distância. Logo, com o dobro da distância, cai para 1/4. Com o triplo, baixa para 1/9. E assim por diante. Por isso que, quando um raio cai em Copacabana, alguém em Ipanema não morre eletrocutado. O raio se comporta da mesma maneira no mar ou na terra. A diferença é que, como a corrente sempre procura se concentrar no meio mais condutor, no mar aberto ela se divide igualmente entre o nosso corpo e a água. Já em terra firme, ela sempre se concentra no nosso corpo - e aí os danos são maiores.

Mergulho Eletrizante

Confira as consequências de um raio de 50 mil ampères a diferentes distâncias.

Morte certa

Uma pessoa nadando a até 50 m do ponto de incidência da descarga elétrica sofreria um choque de mais de 300 mA (miliampère). Resultado: um ataque cardíaco fulminante.

Chance de sobrevivência

Entre 50 m e 85 m, a descarga elétrica diminui, podendo variar entre 300 e 100 mA. O nadador sofreria queimaduras, asfixia e, em alguns casos, uma parada cardíaca, mas poderia se salvar.

Risco reduzido

Entre 85 m e 125 m, a intensidade fica entre 100 e 50 mA. Não é suficiente para matar ninguém, mas apenas porque a descarga elétrica de um raio dura pouco - cerca de um milésimo de segundo. Uma descarga mais duradoura nessa mesma intensidade, como no choque de um chuveiro, poderia, sim, matar.

São e salvo

Acima dos 125 m de onde o raio caiu, uma pessoa no mar receberia uma descarga elétrica de menos de 50 mA. Ela sentiria o formigamento típico, mas sem riscos.

ATENÇÃO!

Esses valores são só representativos. A ME aconselha: durante uma chuva com raios, sempre saia da água e procure um local seguro.

• Raio é a descarga elétrica atmosférica. Relâmpago é a luz e trovão é o som causados pela ionização do ar e o choque com as cargas elétricas das nuvens.

É possível correr sobre a água?


Para o ser humano, não! Para realizar a proeza, seria preciso dar 125 passos por segundo - 50 vezes mais que um velocista. Além disso, os pés teriam que atingir a água a velocidades sobre-humanas, empurrando a água para baixo com força suficiente para não afundar. Recentemente, a façanha foi "documentada" em uma campanha viral que rodou a internet. O vídeo mostrava esportistas correndo sobre as águas, supostamente graças a um tênis à prova d'água. O programa Pânico na TV copiou a brincadeira. Nos dois casos, o truque era correr sobre plataformas escondidas pouco abaixo do nível da água.

LAGARTO JESUS*
Lagartos do gênero Basiliscus andam sobre a água por pequenos trechos dando 20 passos por segundo. Eles são leves e membranas nas patas formam bolhas de ar que os ajudam a flutuar

CONSULTORIA - Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP

*Jesus Christ Lizard, em inglês

Correndo no molhado

Velocidade para andar na água seria menor que a de um velocista, mas até Usain Bolt naufragaria tentando

TAMANHO DA LANCHA 

Na hora de (tentar) correr sobre a água, o peso do corpo e a área de contato com a superfície são importantes. Para fazer os cálculos, imaginamos um corredor com 75 kg e um calçado de 30 cm de comprimento por 12 de largura - tamanho 43. Isso dá uma área de contato de 360 cm2 a cada pisão

VELOCIDADE MÁXIMA

Sapateando a esse ritmo, o corredor se manteria sobre a água no mesmo ponto. Para ir em frente, ele teria que atingir a água num ângulo de 4 graus. Assim, ele andaria uns 3,5 cm para a frente a cada passo. Dando 125 passos por segundo, a velocidade média seria de aproximadamente 16 km/h

PASSADA LIGEIRA

A pisada não pode ser muito profunda, porque o atrito tornaria difícil tirar o pé da água. Afundando só 5 cm, o pezão empurraria 1,8 litro de água para baixo. Então, para multiplicar essa força de reação e se sustentar sobre a água, a velocidade do pé ao atingir a superfície teria de ser 46,8 km/h

ALTA FREQUÊNCIA

Cada pisada a uma velocidade dessas e afundando só 5 cm duraria 8 milésimos de segundo. Ao fim de cada passo, outro de igual velocidade teria que ser dado. Isso significa que o corredor teria que dar cerca de 125 passadas por segundo (um corredor de 100 m rasos dá apenas cinco passos nesse tempo)

O que é a Teoria da Relatividade?


É a idéia mais brilhante de todos os tempos - e certamente também uma das menos compreendidas. Em 1905, o genial físico alemão Albert Einstein afirmou que tempo e espaço são relativos e estão profundamente entrelaçados. Parece complicado? Bem, a idéia é sofisticada, mas, ao contrário do que se pensa, a relatividade não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. A principal sacada é enxergar o tempo como uma espécie de lugar onde a gente caminha. Mesmo que agora você esteja parado lendo a Mundo Estranho, você está se movendo - pelo menos, na dimensão do tempo. Afinal, os segundos estão passando, e isso significa que você se desloca pelo tempo como se estivesse em um trem que corre para o futuro em um ritmo constante. Até aí, nenhuma novidade bombástica. Mas Einstein também descobriu algo surreal ao constatar que esse "trem do tempo" pode ser acelerado ou freado. Ou seja, o tempo pode passar mais rápido para uns e mais devagar para outros. Quando um corpo está em movimento, o tempo passa mais lentamente para ele.

Se você estiver andando, por exemplo, as horas vão ser mais vagarosas para você do que para alguém que esteja parado. Mas, como as velocidades que vivenciamos no dia-a-dia são muito pequenas, a diferença na passagem do tempo é ínfima. Entretanto, se fosse possível passar um ano dentro de uma espaçonave que se desloca a 1,07 bilhão de km/h e depois retornar para a Terra, as pessoas que ficaram por aqui estariam dez anos mais velhas! Como elas estavam praticamente paradas em relação ao movimento da nave, o tempo passou dez vezes mais rápido para elas - mas isso do seu ponto de vista. Para os outros terráqueos, foi você quem teve a experiência de sentir o tempo passar mais devagar. Dessa forma, o tempo deixa de ser um valor universal e passa a ser relativo ao ponto de vista de cada um - daí vem o nome "Relatividade". Ainda de acordo com os estudos de Einstein, o tempo vai passando cada vez mais devagar até que se atinja a velocidade da luz, de 1,08 bilhão de km/h, o valor máximo possível no Universo.

A essa velocidade, ocorre o mais espantoso: o tempo simplesmente deixa de passar! É como se a velocidade do espaço (aquela do velocímetro da nave) retirasse tudo o que fosse possível da velocidade do tempo. No outro extremo, para quem está parado, a velocidade está toda concentrada na dimensão do tempo. "Einstein postulou isso baseado em experiências de outros físicos e trabalhou com as maravilhosas conseqüências desse fato", diz o físico Brian Greene, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, autor do livro O Universo Elegante, um best seller que explica em linguagem simples as idéias do físico alemão. Mas as descobertas da Relatividade não param por aí. Ainda em 1905, Einstein concluiu que matéria e energia estavam tão entrelaçadas quanto espaço e tempo. Daí surgiu a célebre equação E = mc2 (energia = massa x a velocidade da luz ao quadrado), que revela que uma migalha de matéria pode gerar uma quantidade absurda de energia.

Por fim, em 1916, Einstein examinou a influência do espaço e do tempo na atração entre os corpos e redefiniu a gravidade - até então, a inquestionável física clássica de Isaac Newton (1642-1727) considerava apenas a ação da massa dos corpos. Sua Teoria da Relatividade, definida em uma frase dele mesmo, nos deixou mais próximos de "entender a mente de Deus".